1.271 catarinenses abandonaram o cigarro nos três primeiros meses de 2016

Os números são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC): no primeiro trimestre do ano, 1.271 pessoas abandonaram o vício do cigarro no estado. “Cerca de 2.600 fumantes começaram o tratamento, 1.753 completaram o primeiro mês e 1.271 deixaram de fumar”, informou Adriane Elias, responsável pelo setor de tabagismo da gerência de Doenças e Agravos não Transmissíveis, da Dive/SC. Em 2015, 10.436 fumantes começaram o tratamento, cerca de 7,6 mil completaram o primeiro mês e 5,8 mil largaram o cigarro.

O tratamento, que é oferecido pelo SUS, compreende a participação em reuniões periódicas. “Uma reunião a cada semana no primeiro mês e de quinze em quinze dias depois”, esclareceu Adriane Elias, que ponderou a possibilidade do uso de medicamentos. “A maioria já vai e pede um remédio para parar de fumar, o remédio vai ajudar a preparar o fumante, baixar a ansiedade, mas se o cara fuma duas carteiras por dia só colando adesivo é difícil. É preciso mudar o comportamento, hábitos, lugares e pessoas. A nicotina logo sai, o que fica é o comportamento e a dependência psicológica”, advertiu a servidora da Dive/SC.

Além disso, há o fenômeno da recaída. “Cerca de dois terços podem recair depois de parar, é bastante isso”, avaliou Jana Laner Cardoso, chefe da Divisão de Doenças e Agravos não Transmissíveis da Dive/SC. “Mais de 80% dos fumantes querem parar, mas só 3% conseguem a cada ano, é um sucesso muito pequeno”, enfatizou Jana Cardoso, que ressaltou que praticar esportes ajuda no processo de “desmame” da nicotina.

SC acima da média
De acordo com a responsável pelo acompanhamento do consumo de tabaco no estado, 16% dos catarinenses fumam, contra 15% da média nacional. São 19% homens e 12% mulheres. “Santa Catarina é um dos principais produtores, a produção aqui influencia o consumo”, garantiu Adriane Elias.

Números macabros
Em torno de 50 doenças estão relacionadas ao tabagismo. No caso do câncer de faringe, o risco atribuível ao cigarro é de 83%, enquanto nos tumores de pulmão é de 82%. O cigarro também responde por 20% das doenças cardiovasculares. Em 2011, o Brasil registrou 147 mil óbitos atribuídos ao fumo, além de 175 mil infartos do miocárdio, 75 mil acidentes vasculares cerebrais e 65 mil diagnósticos de câncer.

Dicas para parar de fumar
Primeiro decida parar de fumar, depois procure entender os efeitos do cigarro e lembre-se de que está lutando contra uma dependência química; reduza gradativamente a quantidade de cigarros consumidos diariamente; identifique as circunstâncias que estimulam o consumo e tente evitá-las, principalmente nos primeiros dias; reconheça quando a ajuda médica é necessária e quando parar, resista à vontade de fumar, a fissura costuma durar cerca de cinco dias. Os interessados devem procurar ajuda nos postos de saúde ou nas secretarias municipais de saúde.

Fonte: ALESC

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Campanha incentiva prática de esportes para combater o hábito de fumar

Neste momento de grande visibilidade do esporte no Brasil, com as Olimpíadas e as Paralimpíadas, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) lançaram, nesta segunda-feira (29), no Rio de Janeiro, a campanha “#MostreAtitude: sem o cigarro, sua vida ganha mais saúde”. O lançamento, que marca o Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto), teve formato de talk show com a participação de atletas e especialistas da área de saúde. O evento aconteceu no espaço Casa Brasil, região portuária recém-renovada na capital carioca. Na ocasião, houve apresentação da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais.

No evento, o INCA divulgou, também, o estudo inédito que aponta diminuição da mortalidade por câncer de pulmão entre os homens. A análise foi feita pela epidemiologista do INCA, Mirian Carvalho de Souza, com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) e das populações estimadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, após décadas de elevação, a taxa padronizada (que elimina os efeitos do envelhecimento populacional) de mortalidade por câncer de pulmão entre homens caiu de 18,5 por 100 mil em 2005 para 16,3 por 100 mil em 2014. Em relação à prevalência, o Brasil é reconhecido mundialmente pela significativa redução de fumantes no total da população de 18 anos ou mais, de 34,6%, em 1989, para 14,7%, em 2013.

“Os resultados obtidos pela pesquisa mostram que as ações para o combate ao uso do tabaco estão tendo resultado com os homens. Mas isso também levanta um alerta de que as mulheres estão consumindo e ainda não entraram nesta curva de decaimento. O câncer de pulmão é extremamente letal e é importante observar que apenas cerca de 33% das pessoas com câncer estarão vivas após o primeiro ano de diagnóstico, mesmo com o tratamento adequado. Este número cai para 8% em cinco anos. O investimento para este tipo de situação é a prevenção. E a prevenção vem da redução do uso do tabaco”, explica o diretor-geral do INCA, Luis Fernando Bouzas.

Sabe-se que cerca de 90% dos homens com câncer de pulmão fumaram em algum momento da vida e que o tempo que um fumante demora para desenvolver um câncer de pulmão é de, pelo menos, 20 anos. A redução na prevalência de fumantes na população masculina brasileira, desde o final da década de 80, reflete a atual queda da mortalidade por câncer de pulmão entre os homens. A tendência é que a redução continue nos próximos anos.

Entre as mulheres, a mortalidade por câncer de pulmão ainda não diminuiu. A taxa padronizada era de 7,7 em 2005 e aumentou para 8,8 em 2014. Nota-se que as taxas são inferiores às dos homens, mas a curva de mortalidade entre as mulheres ainda é ascendente, enquanto a curva dos homens é descendente.

“No Brasil, as mulheres começaram a fumar depois dos homens, com a popularização de marcas de cigarros para o público feminino nas décadas de 70 e 80. A taxa de mortalidade entre as mulheres continua subindo, mas nossa previsão é que, futuramente, começará a cair, se mantivermos a tendência de queda no uso do tabaco no país” analisa a médica, epidemiologista e gerente da Divisão de Pesquisa Populacional do INCA, Liz Almeida.

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Saúde investe na capacitação para ampliar tratamento do tabagismo em SC

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, no dia 29, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância do serviço oferecido pela rede pública a quem deseja parar de fumar mas não consegue por conta própria. Fumar é um fator de risco para o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares.

Em relação aos fumantes que querem parar de fumar, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito em unidades básicas de saúde. No ano de 2015, em Santa Catarina, 229 municípios implantaram o Programa de Controle do Tabagismo e atenderam 10.436 pessoas. Destas, 5.803 pararam de fumar no primeiro mês de tratamento, segundo dados preenchidos pelos municípios participantes na planilha de Consolidação de Informações do Tratamento do Tabagismo.

O tratamento de tabagismo é desenvolvido com ações educativas, legislativas e econômicas. O tratamento inclui avaliação clínica, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa com a abordagem intensiva. São quatro sessões iniciais, estruturadas semanalmente, seguidas de duas sessões quinzenais, com os mesmos participantes. Para prevenção da recaída é feita uma reunião mensal aberta, com a participação de todos os grupos, até completar um ano.

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O SUS fornece gratuitamente alguns tipos de medicamentos utilizados para o tratamento do tabagismo. São eles: adesivos transdérmicos de nicotina, goma de mascar de nicotina, pastilha de nicotina, e cloridrato de bupropiona e medicamento antidepressivo. Para ter acesso ao tratamento, o fumante pode procurar as secretarias municipais de saúde, ou, então, ligar para o Disque Pare de Fumar, no número 136.

As alterações no organismo de uma pessoa que para de fumar são expressivas. Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal, duas horas depois não tem mais nicotina no sangue, na sequência de oito horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza. Após dois dias, o olfato e o paladar melhoram. A pessoa já percebe mais os cheiros e sente mais o gosto da comida. Três semanas depois, a respiração fica mais fácil e a circulação melhora. De cinco a dez anos após parar de fumar, o indivíduo tem o mesmo risco de sofrer infarto de quem nunca fumou.

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Palestra destaca vantagens da alimentação saudável e do vegetarianismo

As vantagens da alimentação saudável e os cuidados que devem ser tomados por quem opta por uma dieta vegetariana ou vegana foram temas de uma palestra aberta ao público realizada na tarde desta quarta-feira (24), na Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, no centro de Florianópolis. O evento faz parte do Projeto Alesc Saudável, desenvolvido pela escola.

O palestrante foi o médico Armênio Matias Correa Lima, que há 10 anos se tornou vegetariano e, desde então, aprofundou-se no assunto. Para ele, a principal vantagem desse tipo de alimentação é a prevenção de doenças cardiovasculares, além da melhoria da qualidade de vida. “Há também indícios que a alimentação vegetariana previne câncer e doenças autoimunes, como a rinite e a esclerose múltipla”, informou.

Lima afirmou que um dos maiores receios de quem adere ao vegetarianismo ou ao veganismo está relacionado ao consumo de proteínas, encontradas principalmente nos alimentos de origem animal. Para ele, essa questão já está superada, pois é possível obter-se a quantidade de proteína necessária por meio da alimentação vegetal, mesmo para aquelas pessoas que praticam esportes. “É natural que exista o medo, porque as pessoas não têm familiaridade com esse tipo de alimentação. A maior parte das pessoas foi acostumada a comer carne, leite e derivados desde a infância. É um processo de reaprendizado quando se torna um vegetariano.”

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Pesquisa mostra que investimento em saúde e segurança no trabalho dá retorno às empresas

Uma pesquisa inédita do Serviço Social da Indústria (SESI) com 500 médias e grandes empresas mostra que, para 48% delas, ações para aumentar a segurança no ambiente laboral e promover a saúde de trabalhadores reduzem as faltas ao trabalho. Para 43,6%, esses programas aumentam a produtividade no chão-de-fábrica e 34,8% apontam que tais ações reduzem custos.

Veja a matéria completa neste link.

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